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sexta-feira, 26 de março de 2010

PESCADOR

Foto: Soares

AÇÕES CONSTITUCIONAIS

 ANDRÉ COELHO*

Com exceção das ações relativas ao controle de constitucionalidade concentrado, as ações que têm sede constitucional são:

Habeas corpus: remédio judicial que tem por finalidade evitar ou fazer cessar a violência ou coação à liberdade de locomoção, decorrente de ilegalidade ou abuso de poder (CF/88, Art. 5º, Inc. LXVIII).

Habeas data: ação que tem por objeto a proteção do direito do impetrante em conhecer todas as informações e registros relativos à sua pessoa e constantes de repartições públicas ou particulares acessíveis ao público, para eventual retificação de seus dados pessoais (CF/88, Art. 5º, Inc. LXXII, alíneas "a" e "b").

Mandado de segurança: ação contra lesão ou ameaça de lesão a direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus nem habeas data, em decorrência de ato de autoridade, praticado com ilegalidade ou abuso de poder (CF/88, Art. 5º, Inc. LXIX e LXX).

Mandado de injunção: remédio constitucional posto à disposição de quem se considere titular de qualquer daqueles direitos, liberdades ou prerrogativas inviáveis por falta de norma regulamentadora exigida ou suposta pela Constituição (CF/88, Art. 5º, Inc. LXXI).

Ação popular: ação que visa anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. (CF/88, Art. 5º, Inc. LXXIII; Lei 4.717/65)

Ação civil pública: ação de que podem se valer o Ministério Público e outras entidades legitimadas para a defesa de interesses difusos, interesses coletivos e interesses individuais homogêneos. (CF/88, Art. 129, Inc. III; Lei 7.3.47/85

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*Graduado em Direito pela Universidade Federal do Pará - UFPA (2005). Professor universitário de Filosofia do Direito, Teoria Geral do Estado, História do Direito e Introdução ao Estudo do Direito. Experiência docente no Centro Universitário do Pará (CESUPA), na Universidade da Amazônia (UNAMA) e na Faculdade de Castanhal (FCAT). Reside atualmente em Florianópolis (SC), onde cursa o Mestrado em Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob orientação do Prof. Dr. Delamar José Volpato Dutra e com o tema "Indeterminação cognitiva dos direitos humanos e risco de retorno do fantasma jusnaturalista", tendo como referencial teórico Jürgen Habermas. 

Fonte: http://constitucionalidadesvirtuais.blogspot.com/2009/03/acoes-constitucionais.html

Morenas Guamaenses...

RAFINHA,  sapeca.

CURTAS

1. Posivelmente teremos mais uma greve a vista na educação. Todo ano é sempre assim. A categoria apresenta sua proposta e o  governo rejeita. Acabam-se as negociações e a categoria parte pra briga.

2. Até o final do mês de abril do corrente ano, a lista dos candidatos classificados, no Concurso Público pode estar sendo divulgada aos interessados.

3.O julgamento de cassação do atual gestor local, esta previsto para o mês de novembro. Tem jacaré que não aguenta mais esperar.

4.O inverno chegou e o buraco encheu de água. aluzão aos buracos nas ruas da cidade guamaense.

5.A Semana Santa se aproxima.

6. Muito, muito cuidado mesmo. Tem uma dupla de ladrões atuando no municipio e são especializados no roubo de motos. Alô polícia! Tá na hora de botar esses miliantes na cadeia.

7.A Bubu, meu grande abraço. Ela esta feliz porque seu pai esta de carro. Agora haja gasolina.

8. Sinceramente!  Esses ovos de páscoa  que são vendidos no comércio local é pura armação. Muito açúcar, pouco chocolate, um copo de brinde e só. Mas o preço é um absurdo. Sei não esse negócio de coelho botar ovo só poderia dar nisso.

9.O preço do AÇAÍ  esta um escalabro. Tem gente vendendo a R$ 9,00 (nove reais) o litro. Pelo preço tem muito guamaense que vai passar alguns dias sem boca roxa. Tomará que a safra chegue logo ou o bolso não aguenta.

10.Pelo que tenho observado, alguns vereadores, em São Miguel tem queixo de vidro.

quinta-feira, 25 de março de 2010

SOBRE FILMES NOVOS

Como treinar seu dragão, novo filme da Dreamworks, não traz novidades na narrativa, mas surpreende nos gráficos e sequências em 3D
No cinema nem sempre é possível fazer inovações tecnológicas e surpreender o público com narrativas não convencionais. Ás vezes, fazer bem o que já existe basta para se ter um bom filme. É o que acontece em Como treinar seu dragão, a mais nova animação da Dreamworks que estreia nesta semana nos cinemas da cidade. Trata-se de um filme sem maiores pretensões, sem grandes surpresas, mas que consegue cumprir bem o que propõe: entreter.


Uma das boas sacadas deste filme é a escolha do ambiente onde a história se desenvolve. É uma aventura que se passa em uma aldeia viking, uma cultura pouco explorada quando o assunto é computação gráfica. A história é simples. Fala sobre o amadurecimento de Soluço, um jovem que se esforça para ser aceito em seu grupo e especialmente pelo seu pai. Ele vive na ilha de Berk, onde é comum lutar contra dragões. É ali que ele vai domesticar e se tornar amigo de uma das espécies mais poderosas dessas criaturas.

Como se vê, é um argumento nada original. A diferença, aqui, está mesmo na qualidade técnica do filme. Para começar, a região onde se desenrola a ação influencia em um dos elementos mais importantes quando o assunto é animação: a luz. Feito em 3D e tendo na equipe Roger Deakinsum, um dos melhores fotógrafos do mundo, foi possível desenvolver cenários interessantes. A iluminação é toda trabalhada em cima do sol no norte da Europa, o que tira da tela as cores de hospital, tão comuns em algumas produções e reforça o clima tipicamente nórdico.

Vale prestar atenção nas cenas em que Soluço voa com seu dragão. É, com certeza, uma das melhores sequências já feitas em computação gráfica pela DreamWorks. Isso sem falar na excelente ideia de criar dragões inspirados em outros animais, que não os já manjados lagartos. Mas nem tudo são flores. O filme é feito em 3D, mas o recurso – excetuando as cenas de voo - não é tão chamativo quanto se espera. Outra questão é o desenvolvimento do personagem central. Falta carisma ao pequeno viking, assim como aos coadjuvantes. Ainda assim, o filme deve agradar à garotada. Vale o ingresso!

Fonte:http://cerradomix.maiscomunidade.com/conteudo/noticias/1820/SIMPLES+MAS+MUITO+BEMFEITO.pnhtml

PROFESSOR NO RUMO DA GREVE

Professores e servidores da rede estadual de educação vão fazer um ato com paralisação no Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN), na próxima quarta-feira, 31, pela campanha salarial do ano de 2010, ficando, a partir desta data, em estado de greve. A decisão foi tirada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), em assembleia, na tarde de ontem, no Centro Social da Basílica de Nazaré. Ontem também aconteceram assembleias municipais do sindicato no interior do Pará.
Segundo Williams Silva, coordenador geral do sindicato, a assembleia informou os servidores estaduais sobre a audiência do Sintepp com o governo do Estado, que aconteceu na manhã de ontem, na sede da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof). A reunião teve as presenças de representantes do Sintepp, do titular da Sepof, José Júlio, além de técnicos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
De acordo com o sindicato, na negociação, o governo recusou a proposta de reajuste linear do vale-alimentação da categoria, que estava orçado em R$ 300,00. A contraproposta da Sepof foi fixada em 4,5% sobre o valor pago atualmente, que é de R$ 110,00 para profissionais com nível superior e R$ 90,00 para o nível médio. Segundo o sindicato, a proposta de piso salarial também foi recusada pelo governo. O Sintepp propôs um valor de R$ 2.005,00 para servidores de nível médio e R$ 4.010,00 para o nível superior. Hoje o piso salarial de professores com 200 horas mensais é de R$ 1.020,00, com gratificações de cerca de R$ 1 mil para nível superior e de R$ 126 para o magistério, além do vale-alimentação e do auxílio-transporte. A proposição do Estado ficou orçada em 4,5% para os servidores cujo salário não foi reajustado com o mínimo no início deste ano. O titular da Sepof informou que será garantido o deslocamento do nível médio e superior que tenham vencimento base no salário mínimo, de 10% a 10,5%. A assessoria da Seduc nega que a negociação tenha citado valores financeiros.




JORNAL O LIBERAL, 25 DE MARÇO DE 2010

Comissão de Juristas está na reta final do novo Código de Processo Civil

Com mais uma audiência pública, desta vez em São Paulo (SP), nesta sexta-feira (26), a Comissão de Juristas que trabalha na elaboração do anteprojeto do novo Código de Processo Civil se aproxima da reta final de suas atividades.Em pouco mais de um mês, no próximo dia 27 de abril, a comissão votará o relatório final, que está a cargo da jurista Teresa Arruda Alvim Wambier. Até lá, a comissão, presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça Luiz Fux, ainda realizará outras duas reuniões e quatro audiências públicas.
As audiências públicas estão sendo realizadas fora de Brasília (DF). Em São Paulo, a reunião ocorrerá de 14h às 16h. Na oportunidade, haverá exposição do juiz Cláudio Pedrassi, o responsável pela implantação do sistema eletrônico no Tribunal de Justiça de São Paulo. O título da sua exposição é: "Expansão do Fórum - de todo o sistema passar para virtual".
Cada uma das reuniões abordará um tema específico do Código de Processo Civil. No próximo dia 30, a comissão ser reunirá para debater "Recursos, Disposições Técnicas e Início da Parte Geral". No dia 12 de abril, a reunião abordará os temas das reuniões anteriores.
No dia 9 de abril, a comissão realiza audiência pública na cidade de Manaus (AM); no dia 15 de abril em Curitiba (PR); e no dia 16 de abril em Porto Alegre (RS).
Ricardo Icassatti / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Governo apresenta proposta de reajuste para servidores da educação


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Da Redação, 4 de março de 2010, 17:34 h

Agência Pará

O governo do Estado apresentou aos trabalhadores da educação, na manhã desta quarta-feira (24), os percentuais de reajuste salarial para 2010, na mesa de negociação que reuniu representantes das secretarias de Estado de Educação (Seduc) e de Planejamento, Orçamento, e Finanças (Sepof), e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), na sede da Sepof.

O secretário de Planejamento, Orçamento e Finanças, José Júlio Lima, apresentou aos representantes do Sintepp a proposta de reajuste de 4,5% para os servidores, cujo salário não foi contemplado com o percentual de aumento concedido ao salário mínimo no início deste ano.
José Júlio Lima informou que será garantido o deslocamento do nível médio e superior para vencimento base no salário mínimo, de 10% a 10,5%. Também foi apresentada a proposta de reajuste do auxílio alimentação em 4,5% sobre os valores de R$ 110,00 e R$ 90,00 em outubro, quando completará um ano da concessão do auxílio.

O reajuste do salário mínimo que vigora desde o início do ano foi repassado aos vencimentos dos trabalhadores da educação ainda em janeiro. O realinhamento foi garantido pelo governo do Estado e provocou um impacto de cerca de R$ 5 milhões na folha de pagamento da Seduc, a qual em dezembro foi de aproximadamente R$ 78 milhões, saltando em janeiro para R$ 83 milhões.

O secretário informou que o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) será apresentado aos trabalhadores no início de abril. A secretária adjunta de Ensino, Ney Cristina, reafirmou o empenho e o compromisso da conclusão da proposta de PCCR da Seduc, que deve ser entregue à Assembleia Legislativa dentro de um mês.

Pauta social – A mesa de negociação entre Seduc e Sintepp discutiu ainda a pauta social, que inclui distratos e contratação de professores, realização de concursos para educação profissional e especial, municipalização do ensino e outros temas.

Participaram da reunião os secretários adjuntos de Ensino, Ney Cristina; de Gestão, Carlos Alberto Leão, e de Logística Escolar, Luís Lopes; o diretor de Ensino Médio e Educação Profissional, Geraldo Donizete, e o assessor da Sepof, Mauro Leônidas. Representaram os trabalhadores Conceição Holanda, Cosmo Cabral, Matheus Rocha, Williams Silva, Iraldo Veiga e Raimunda Pontes.

Mari Chiba - Seduc
http://200.164.100.137/exibe_noticias_new.asp?id_ver=60549
Agência de Notícias

quarta-feira, 24 de março de 2010

CASO ISABELA

Advogados criticam espetácularização do Júri

 
O Júri do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que já dura três dias, levantou uma discussão sobre o espetáculo midiático montado em torno do caso e até onde a espetacularização da notícia pode prejudicar o julgamento dos réus. Segundo especialistas consultados pela revista Consultor Jurídico, essa exposição é extremamente negativa à defesa dos réus.
O advogado Carlo Frederico Muller afirma que mais uma vez na história brasileira corre-se o risco de condenar pessoas inocentes em virtude da contaminação do que chamou de “frenesi da mídia”. O advogado lembrou-se do caso da Escola Base, que ficou conhecido como símbolo de julgamento precipitado e indevido feito pela mídia. No final, nada se comprovou contra os donos da escola infantil, acusados de abuso sexual de crianças. “Não estou dizendo que o casal é inocente ou culpado. Não preciso defendê-los. Até porque, eles [Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá] já estão representados por um ótimo advogado”, registrou.
Frederico Muller afirmou que, fatalmente, o corpo de jurados já entrou na Plenária com um pré-julgamento sobre o caso, “onde nitidamente há um trabalho pericial mal feito e uma investigação irresponsável”, ressaltou ele, ao citar mais uma vez que o "circo" que se montou prejudica e muito a defesa dos réus.
O advogado registrou, ainda, que a participação da autora de novelas, Glória Perez, na plateia, em nada ajuda o Judiciário ou a Justiça. Ele disse que a presença dela pode interferir, mesmo que inconscientemente, na decisão dos jurados que poderão associar o caso de Isabella com o crime cometido contra sua filha, Daniela Perez. Em dezembro de 1992, a atriz Daniela Perez, de 22 anos, foi assassinada por seu companheiro de trabalho na TV Globo, Guilherme de Pádua, e pela mulher dele, Paula Thomaz. O casal foi julgado, condenado e já cumpriu pena pelo crime. Glória Perez, a partir da tragédia que a atingiu, não perde mais oportunidade de fazer campanha para o endurecimento da Lei Penal como arma contra a criminalidade.
“Não estou discutindo se o casal é culpado ou não. A certeza que eu tenho é a da tragédia, mas como advogado e como cidadão, fico muito preocupado em pensar que esse casal pode ser condenado por conta do show que se montou em cima do caso que deveria estar restrito aos interesses das famílias envolvidas”, diz.
Muller lembra que a Justiça é cega e tem de ser cega exatamente para proporcionar segurança jurídica. Explica que, na França, é proibido qualquer tipo de veiculação sobre o caso antes do julgamento. De acordo com ele, para se ter um julgamento isento, os jurados são informados no dia da plenária. “Eles devem estar virgens de informações sobre o caso que vão julgar”, disse.
Na época da denúncia contra o casal, em 2008, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias chegou a debater o caso, em evento no IDDD - Instituto de Defesa do Direito de Defesa. Ele destacou que o Brasil vive atualmente o ápice do Direito Penal inimigo e que a população quer vingança, não Justiça.
A criminalista Flávia Rahal, presidente do IDDD, entende que depois do espetáculo que se armou, a sede de vingança só ficará aplacada com a condenação do casal. “Ver a Justiça como vingança não é Justiça. Para a sociedade, a reparação para o caso só vai ocorrer se eles forem condenados à pena máxima, mas o que é preciso observar é se existem provas para se chegar a esse resultado”, alertou Rahal.
O também criminalista Antonio Sérgio de Moraes Pitombo discorda dos colegas. Ele explica que ninguém deve falar em nome da sociedade e o mais importante no caso é a decisão da Justiça. Questionado sobre o espetáculo midiático, ele respondeu que só o juiz pode dizer o quanto essa movimentação irá influenciar ou não a convicção dos jurados. “Se sentir que os jurados estão sendo pressionados por qualquer tipo de situação, ele terá bom senso e ponderação para suspender o corpo de sentença”, reforçou.
O diretor da OAB de Santana, Fábio Mourão, que acompanha o caso, destacou que enquanto o espetáculo (manifestações) se limitar à parte externa do Fórum, a OAB não vai interferir. Essa intervenção só se daria, segundo ele, se o trabalho na sala do Júri for prejudicado. O advogado aproveitou para registrar que o Júri está sendo feito no fórum competente.

Gláucia Milício é repórter da revista Consultor Jurídico.

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