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domingo, 22 de agosto de 2010

TIBI PATER

Colégio dos Padres Barnabitas - São Miguel do Guamá-Pará

Uma nova legião de candidatos cômicos

Filipe Redondo
PIADA ELEITORAL 
 
O cantor Tiririca posa num intervalo da campanha. Ele aposta no deboche para se eleger deputado federal

O início do horário eleitoral traz candidatos como Tiririca, que usa o lema "pior que está não fica"
Victor Ferreira com Nelito Fernandes
– Alô, Tiririca? Aqui é o Victor.
– Oi, aqui é o Léo.
– Léo?
– Victor e Léo (uma dupla sertaneja). Hahaha. É o Tiririca, pô.
É com esse tipo de humor que Francisco Everardo Oliveira Silva, o cantor cearense Tiririca, trabalha por uma vaga de deputado federal por São Paulo. Na semana passada, na estreia do horário eleitoral na TV, ele chamou a atenção pelo tom debochado.
“Você sabe o que faz um deputado federal? Eu não sei, mas vote em mim que eu te conto”, diz. Outro de seus bordões é “Vote no Tiririca, pior que tá não fica”. Com eles, o candidato do Partido da República (PR) ficou falado e recebeu 500 mil visitas no YouTube. Tiririca tornou-se conhecido nos anos 1990 com o disco Florentina, que vendeu 1,5 milhão de cópias. Também atuou em programas humorísticos e respondeu processo por racismo por causa de uma música que falava “essa negra fede” e “bicha fedorenta”. Absolvido, quer ir ao Congresso. Embora não defenda nenhuma proposta. “De cabeça, assim, é complicado pra mim falar (sic).” Num vídeo, diz que vai ser deputado para ajudar os mais necessitados, “inclusive a minha família”. Se pudesse, empregaria parentes? “Com certeza. Primeiramente a minha família”, afirma. Tiririca declarou patrimônio zero, mas sua estimativa de gasto na campanha é de R$ 3,5 milhões.
Em 1958, um rinoceronte do zoológico de São Paulo chamado Cacareco recebeu 100 mil votos para vereador. De lá para cá, ele vem dando nome a uma categoria de candidatos na política brasileira. Além de Tiririca, há outros Cacarecos nesta eleição. São famosos ou anônimos dispostos a qualquer coisa para se destacar na multidão. Muitos deles apelam para o humor e para o comportamento jocoso – embora os verdadeiros humoristas, por decisão da Justiça Eleitoral, estejam proibidos de fazer piadas com os candidatos. O cientista político Fábio Wanderley Reis diz que, “até certo ponto”, é natural que partidos convoquem personagens desse naipe para a disputa. Eles atraem votos para a legenda e garantem ao partido uma bancada maior na Câmara. “É um jeito espúrio de obter quadros”, afirma.
‘‘Quero recomendar a Mulher Pêra para o Congresso Nacional’’
EDUARDO SUPLICY, senador (PT-SP)
A banalização do processo eleitoral está enraizada no meio político brasileiro – e conta com suporte mesmo de gente conhecida. A modelo Suellem Aline Mendes Silva, que se apresenta na TV como Mulher Pêra (PTN), ganhou a chancela do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que pede votos para a decotada no YouTube. “Quero recomendar a Mulher Pêra”, diz ele. “É muito importante que possamos ter essa mulher como candidata eleita para o Congresso.” Sério, senador?
No Rio de Janeiro, o ex-jogador Romário concorre a uma vaga de deputado federal e apelou para o corpão. Anda cercado por um grupo de mulatas fornidas que distribuem santinhos com um argumento inusitado: “Vote no Romário porque ele já é rico e não vai roubar”. Pedro Manso, imitador que fez sucesso se apresentando como Faustão, tenta uma vaguinha na Assembleia vestido e falando como... Faustão. “Ô-loco, meu! Pedro Manso para deputado!”. Na linha funk-favela concorre Tati Quebra Barraco, autora do hit “Dako é bom”, que fala numa marca de fogão. Os famosos tentam se eleger apoiados no argumento da fama. O ex-pugilista Maguila diz que vai “lutar em Brasília”. O ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca quer “jogar no time” dos eleitores. Raul Gil tira o chapéu para seu filho, candidato a deputado federal. Os irmãos do grupo KLB defendem “a união da família”. O que promete o estilista Ronaldo Esper? “Agulhar os políticos”...
Fábio Wanderley diz que não é necessário deixar a política apenas aos políticos. Muitos brasileiros já fizeram carreira pública depois de outra profissão. Fernando Henrique Cardoso era professor. Lula, um famoso metalúrgico.“É legítimo que um humorista ou uma modelo se candidatem”, diz ele. “O problema é o discurso infantilizado.” 

Fonte: revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI164994-18176,00-UMA+NOVA+LEGIAO+DE+CANDIDATOS+COMICOS.html

VOCÊ CONHECE AS LENDAS GUAMAENSES?


Como cada povo tem sua cultura e valores expressos nas suas tradições. Listei as principais lendas guamaenses para quem ainda nao as conhece.

A COBRA GRANDE

Conta a história que  a cobra grande vivia dentro de uma balsa chamada Alvarenga Peixoto que afundou  às margens do Rio Guamá, onde a mesma era vista pelos pescadores e ribeirinhos. Os mesmos contam que ela era muito grande de tamanho assustador, assombrando todos que dela se aproximavam. Segundo a lenda ela saia para passear e vive escondida em baixo do Colégio dos Padres Barnabitas. Contam, ainda, que a grande enchente que dividiu o Colégio e a ponte grande, foi quando ela saiu do Colégio para a balsa deixando seu rastro.


O HOMEM QUE VIRAVA PORCO


Antigamente, no bairro do Olho d` água, em noite bem escuras, depois da meia noite, aparecia  um porco grande que amedrontava as pessoas que passavam ao se aproximarem do porco desaparecia e ao mesmo tempo um homem do nada surgia. Para saberem quem era a pessoa que virava porco, as pessoas jogavam água quente ou batiam no porco. Quando amanhecia o dia o homem, o qual se desconfiava ser  quem virava o porco estava queimado ou ferido. Há moradores da cidade que garantem ter conhecido o homem que virava porco, por sinal, um conhecido morador da cidade.

O BODE DO SESP VELHO

                                                            
Conta os antigos moradores de São Miguel do Guamá que durante à noite quando as pessoas passavam em frente ao  SESP velho ( hoje Unidade Municipal de Saúde) aparecia um bode, com seu odor desagradável não deixava que ninguém se aproximasse desse local. As crianças que brincavam por lá sempre corriam assustadas. Ele aparecia e desaparecia do nada.


A LENDA DO BOTO


O boto é um peixe que nas noites de luar, sai da água e se transforma em um homem encantador. Veste-se todo de branco e põe um chapéu na cabeça para encobrir um buraco que tem na festa. Vai para a terra dançar, namorar e engravidar as moças. Depois de uma noite de farra ele some deixando um forte cheiro de enxofre no salão e assume sua forma de peixe e volta para as águas. Aqui em São Miguel era comum as mães não deixassem às filhas moças tomarem banho no rio, pois tinham medo que o boto as engravidassem.

A DANÇA DA MANDIOCA

A “Dança da Mandioca” é o resultado de um trabalho de pesquisa sobre a mandioca feito pela escola São José Operário, em São Miguel do Guamá, pelo professor Antonio Ferreira da Cunha, professor de história e estudos paraenses e alunos da 5ª a 8ª série, um grupo de alunos pesquisou e realizou todo o processo de fabricação de farinha, começando pelo projeto em sala de aula e terminando na casa de farinha, de propriedade do  senhor Firmino, pai de um aluno da escola, situada na periferia da cidade.
No final da torrefação da farinha, seis alunos encenaram uma coreografia ao ritmo da poesia “Rebola a mandioca no poço/ remexe pra fazer o pirão/ balança a peneira caboclo/ e fabrica a farinha em montão”.
            Essa expressão poética idealizada pelo professor que acompanhava a turma serviu como base para a poesia propriamente dita, que com a melodia da brilho sobre  à coreografia da dança.
A dançada  mandioca “vem revelando os traços e o movimento que o  caboclo faz faz na fabricação da farinha. É dançada por um grupo de seis pares, onde as damas trajam uma saia bem rodada, estampada em cores típicas, blusa branca meia barriga com ombros caídos e um pano amarado na cabeça, os cavalheiros, com chapéus de palha na cabeça, pés descalços e corpo seminu, trajam apenas meia calça de cor branca; nas mãos, os cavalheiros levam em ordem processual, o ralo, a mão-de-pilão, o tipiti, a peneira e o rodo e as damas levam os paneiros, com os quais representam a farinhada.
Além de ganhar a preamar, do arrastão cultural, projeto do Governo do Estado realizado entre doze municípios em Paragominas, o Gecop(Grupo de Expressão Corporal Operário) já apresentou esta dança em diversas localidades do interior do município de São Miguel do Guamá, bem como nas cidades de Irituia, São Domingos do Capim, Mãe do Rio, Castanhal e Santa Izabel do Pará.
DANÇA CABOCLA GUAMÁ

A dança “cabocla guamá” começou a ser pesquisada  em 1996. O professor e pesquisador Antonio Ferreira da Cunha, professor de história e estudos paraenses, começou a observar os traços do povo guamaense e preparou a melodia e a poesia. Durante dois anos foi incrementando a melodia com traços coreográficos caracterizados com o costume e as tradições do povo guamaense. Essa dança vem, portanto falar mais de perto da cultura de um povo que tem um “rio que chove”. A coreografia é feita com seis pares de dançarinos, todos os alunos ou ex-alunos da escola. A estréia da “cabocla guamá” aconteceu em 1999, por ocasião do I Festival da Cultura Guamaense.

A LENDA DE SÃO MIGUELITO

Os antigos moradores de São Miguel do Guamá, contam que um caboclo morador da localidade  Carmo, abaixo da Vila Conceição, subiu o Rio para uma caçada. Após remar bastante tempo, avistou sobre uma pedra, a imagem de um santo, com muito cuidado, levou  para a sua casa onde o guardou com muito carinho, mas para sua surpresa no ouro dia, o santo havia desaparecido. Voltado ao local do achado, encontrou o santo no mesmo lugar e isso aconteceu por três vezes. Os moradores da localidade Carmo, entenderam que o santo queria ficar ali mesmo, construíram uma barraquinha às margens do rio, mas tarde um barracão, deram o nome de São Miguelito ao santo, iniciando assim uma grande devoção. Este fato, aconteceu no local onde fica a matriz de São Miguel Arcanjo.

A MULHER DA TETA GRANDE

Esta mulher aparecia para os caboclos quando vinham para cidade fazer compras e voltavam embriagados para suas casas.
Ela aparecia e gritava:
- Se mamar apanha se não mamar apanha sempre. Então o caboclo preferia a mamar e dizia:
- Eu apanho, mas eu mamo!

A LENDA DAS TRÊS LAMBADAS

           A lenda conta que no km 02 da estrada Magalhães Barata, onde existia um matadouro, depois das seis horas da tarde, seria impossível passar por ali, pois levaria três lambadas sem saber de quem. As pessoas que temiam apanhar não ousavam passar por ali neste horário com medo de apanhar.

MATINTA PEREIRA

Conta a lenda que uma antiga moradora da cidade, chegava à noite e saia vagando pelas ruas com seus assobios arrepiantes, fazia com que as pessoas sentissem medo. As pessoas amedrontadas querendo saber quem era a matinta pereira a convidavam para tomar café na manhã seguinte e assim a primeira pessoa a chegar na casa, pela manhã, seria a matinta pereira. E conta ainda que quando estava no leito da morte chamava alguém para apertar a mão e com isso passar o seu fardo para a pessoa.


A  MULHER DE BRANCO

Dizem os antigos que esta mulher aparece no interior das escolas guamaenses. Alguns já viram ela no Externato e outros no Colégio Júlio Tavares. 

Decisão do CNJ deixa proprietários em pânico

Grandes e médios proprietários rurais estabelecidos no Pará entraram em pânico com a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de cancelar os registros de mais de seis mil imóveis em todo o Estado. Metade dessas terras, cerca de 3 mil fazendas, está localizada ao longo das rodovias Transamazônica e Santarém-Cuiabá. Um batalhão de advogados está sendo acionado para evitar o que esses proprietários chamam de “expropriação” de terras. Eles pretendem criar dificuldades para que a decisão do CNJ seja integralmente cumprida. O arsenal jurídico que possuem está pronto para entrar em campo. Cada uma das seis mil áreas canceladas será contestada judicialmente e a réplica do Estado deve ser feita em cima da argumentação apresentada pelo advogado de cada caso, o que exige um esforço concentrado muito grande. A batalha está apenas no começo.
A decisão do CNJ, na verdade, é extremamente salutar, porque amputa o dedo sujo da grilagem de terras e a mão impune das fraudes em cartório. Somente no centro e no oeste do Pará 12 milhões de hectares estão com seus registros cancelados no cartório de Altamira, notório em passado recente pelo festival de irregularidades. O trabalho que espera os órgãos responsáveis pelo cumprimento da decisão do CNJ é enorme. As irregularidades atingem mais de 20 milhões de hectares, o equivalente a um sexto do território paraense.
Há verdadeiras aberrações que há décadas desafiam as autoridades. É inadmissível, por exemplo, que o grupo CR Almeida tenha conseguido registrar em cartório cerca de 6 milhões de hectares de doze seringais pertencentes à família Meirelles, de Altamira, que não ultrapassavam mais de 54 mil hectares. A Justiça Federal, em boa hora, conseguiu reduzir a fraude a pó. Problema resolvido? Ainda não. Falta definir se os antigos arrendatários dos doze seringais ainda têm algum direito a ser reconhecido. Basta um deles ingressar em juízo.
“Eu tenho fé em Deus e na Justiça que o meu direito será reconhecido. Tomaram o que era nosso e até hoje o erro não foi reparado”, disse ao Diário, por telefone, Gláucia Meirelles, uma das herdeiras dos seringais. Gláucia, que mora no Rio de Janeiro e vive de uma pensão deixada pelo marido, chegou a ter seu nome exposto no site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) como a “maior latifundiária individual do Brasil”. Um exagero e uma inverdade contra quem sobrevive com muitas dificuldades. (Diário do Pará)

Fonte: Diário do Pará

RETROSPECTIVA 2010 - ANA JULIA e seu governo desastroso


A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, não abandonou a vida boa. Logo nos primeiros meses de governo, em 2007, contratou para o gabinete sua esteticista e sua cabelereira. Após a revelação do absurdo pela imprensa, foi obrigada a exonerá-las. Agora, em suas viagens pelo Pará, não consegue mais prescindir de uma ampla entourage.

No fim do mês passado, em uma viagem de três dias às cidades de Eldorado dos Carajás e Redenção, levou dois garçons de Belém para servi-la. Na semana do carnaval, não foi diferente: Ana Júlia levou para seu refúgio de uma semana na residência oficial de veraneio, em Salinas, um garçom, um piscineiro, e até uma assessora para ornamentar a casa.

Por Lauro Jardim

sábado, 21 de agosto de 2010

POSSÍVEIS CANDIDATOS AO EXECUTIVO MUNICIPAL GUAMAENSE

 A ELEIÇÃO MUNICIPAL  que se avizinha, mostra um quadro novo E PREOCUPANTE. Pela primeira vez, não teremos como personagens principais o maiores líderes políticos concorrendo. Falo isso, por que nem Guilherme Costa e  Vildemar Rosa Fernandes irão se candidatar. Assim um enorme leque se abre.
Sendo assim, novos pretensos candidatos se esforçam em mostrar certa liderança e lutar pelo  cargo do executivo municipal. No entanto surge o primeiro problema. Em quem votar? As antigas lideranças não prepararam seus novos sucessores e os que dispõem de mandato atualmente, mostram-se ainda muito tímidos, embora alguns já tenham certo lastro político.
Isso, porém não é o bastante. E, até então, os guamaense se encontram sem opções para escolher o novo prefeito. É claro que alguém vai dizer que estamos colocando os bois na frente da carroça. Ledo engano, uma vez que as articulações políticas para a campanha de governador e deputado estadual, já tem também,  como pano de fundo a política municipal. Ou seja, aquele político que melhor articular, agora,  sairá com fortes possibilidades de ser o novo prefeito guamaense.
Então vamos ao segundo problema, quais serão os possíveis candidatos? Ouço em abusar de minhas hipóteses. E apresento uma lista levando em consideração  os possíveis candidatos que poderão pleitear  a prefeitura. Nesta lista poderíamos citar como candidatos: Vereador: Ariel Castro, Kakau, Vereador: Junior Lira, Pio X, Vereador: Nenem Miranda,  Vereador: Raimundo do Miteco, Vereador:  Marquinhos do DEM, Professor Carlos Vaz,  a Sra. Iracema, nobre empresária guamaense e que vem ganhado visibilidade na política local ou até mesmo um nome surpresa  que não tenha ainda muita visibilidade na política. Não que a sorte ainda não tenha sido lançada, mas o tabuleiro já está armado.
Resta então agora acompanhar essas novas lideranças políticas que surgem  e aguardar o término das  eleições atuais. Para que possamos estreitar o quadro de candidatos ao cargo de prefeito. Ressalto, no entanto que nós eleitores devemos tomar muito cuidado nessas escolhas, pois o candidato que ganhar poder ajudar a melhorar a cidade ou assombrá-la por mais de trinta anos.
Em suma, todo cuidado é pouco quando o assunto é a escolha do novo prefeito. E dentre estes, qual seria o mais preparado par governar o município? Talvez seja este o maior problema até agora levantado. Pois todos dirão que estão aptos e que poderão melhor administrar o município, essa tarefa nada fácil estará mais uma vez nas mãos do povo guamaense.
Antonio Soares

CURTAS...

INVASÕES

Ou o Estado toma providências ou o direito de propriedade esta comprometido. Pois nada justifica a invasão de terras que produzem e cumprem sua função social.


COLHE

Quem planta, também colhe o que plantou.


EXPRESSO PINÓQUIO

Segundo algumas línguas além da invasão da fazenda do candidato a deputado estadual Pio X. Mataram, também uma vaca e um dos invasores foi ferido a golpe de faca, segundo....

BAIXO, MEIO E ALTO

Se consideramos que entre o baixo e o alto existe o meio, é evidente que alguém que vai de baixo para o meio sente que está indo para cima, e se olha do meio para o lugar de onde saiu, sente que está no alto, mesmo que não tenha chegado ao alto verdadeiro.
Sócrates (República)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Campanha

A campanha estadual esta em campo, mas também já estão na mesa as cartas para as sucessões municipais. E  como em política surpresa é um processo inerente, logo, logo, teremos novidades. Aguardem...

Morte “em nome de Lúcifer”

Assassinos de adolescente no cemitério do Bengui confessaram o crime e descreveram ritual satânico

Os assassinos da adolescente de 16 anos no cemitério desativado do Bengui confessaram o crime, reafirmaram o preconceito contra homossexuais e contaram detalhes macabros da morte. A adolescente de 16 anos que foi apreendida pela polícia anteontem afirmou que houve rituais 'satânicos' durante a execução. 'A adolescente de 16 anos apreendida disse que Ezequiel Abreu Calado, de 19 anos, e o adolescente de 15 anos gritaram 'em nome de Lúcifer', enquanto davam chutes e socos na vítima', disse a delegada Socorro Maciel, titular da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data).
Assustada com o que ouviu dos adolescentes em depoimento, Socorro Maciel, acredita que os acusados poderiam estar fazendo um ritual satânico. Ponderada, ela diz, entretanto, que as investigações ainda serão intensificadas para se comprovar as suspeitas. O diretor da Divisão de Homicídios, delegado Eduardo Rollo, confirma que Ezequiel e Nancy Danielly da Silva Amorim, de 19 anos, também confessaram o crime. Eles disseram que mataram a vítima atendendo a um pedido da adolescente de 16 anos apreendida, que teria dito que não aguentava mais o assédio da vítima. 'Eles reafirmaram que têm preconceito contra homossexuais e que foi a adolescente apreendida quem pediu que eles a matassem e teria contribuído com o crime, atraindo-a para o cemitério', disse o delegado.
Ezequiel e Nancy confessaram o crime à polícia, em depoimento prestado durante toda a noite de terça-feira e que se estendeu até a madrugada de ontem. De acordo com Ezequiel, os quatro acusados mais a vítima foram para o cemitério levando uma garrafa de vinho, de um litro e meio, para beber. A vítima teria sido atraída para o cemitério pela adolescente apreendida com a alegação de que as duas iriam 'namorar' no local. O líder do grupo gótico contou à polícia que o crime foi praticado após os cinco beberem o vinho.
De acordo com o depoimento, as duas adolescentes deitaram uma ao lado da outra na sepultura e começaram a se beijar. Nesse momento, Ezequiel e o adolescente de 15 anos foram para um matagal urinar. 'Eles dizem que já estava tudo planejado e que eles colocaram luvas cirúrgicas e retornaram. Nesse momento, a adolescente apreendida teria pulado para cima da vítima e estrangulado-a', disse o delegado. 'Ezequiel e o adolescente apreendido ajudaram, dando socos, chutes e desferindo golpes com pedaços de lajota e com uma cruz que pegaram no cemitério', acrescentou.
Sobre a mordida no braço da vítima, Ezequiel justificou dizendo que pretendia 'deixar sua marca' no corpo da adolescente. Já a adolescente apreendida, de 16 anos - apontada por Ezequiel e Nancy como a 'mandante' do crime - disse em depoimento que estava no cemitério, que se deitou ao lado da vítima, mas que não a agrediu e que não teve participação direta. 'Ela disse que ficou aterrorizada quando Ezequiel e o outro adolescente vieram do mato e já teriam vindo dando chutes, socos e pontapés na vítima', disse a delegada Socorro.

Fonte: http://www.orm.com.br/oliberal/

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