No passado, segundo Foucault , a verdade era a resultante do modo como os historiadores analisavam os fatos históricos. Estes eram observados de forma linear, onde inexistia uma relação conseqüente dos fatos de um período histórico e outro. Nesta perspectiva, a resultante analítica dos fatos históricos gerava uma verdade isenta de criticas sem que a mesma fosse disposta a contestação, aos questionamentos das certezas que a sustentavam, logo, eram transmitidas as gerações seguintes de forma incontestável.
Na medida em que a visão histórica de homem-mundo foi sendo redimensionada a um sujeito responsável pela construção do seu espaço, a historia e seus métodos de estudos foram revelando ao mundo que agora a verdade é algo capaz de ser construído e resulta do ordenamento das múltiplas relações de poder.
A verdade, agora, para a história é visualizada por uma visão geral onde uma das características primordiais é o ato de contestar, de ser questionada através de interdições analíticas que procuram revelar ate mesmo seus elementos obscuros. A verdade, portanto, é agora produto histórico-subjetivo que deve ser sempre disponibilizado ao discernimento das faculdades humanas para que sejam, mesmo que construídas, levadas em consideração as subjetividades que a construíram.
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