Aulas são suspensas por causa de fossa
Com respaldo do Ministério Público, a Vigilância Sanitária de São Miguel do Guamá interditou na manhã de quinta-feira, 6, todas as dependências da escola estadual de ensino médio Frei Miguel de Bulhões, localizada no bairro Vila Nova, centro da cidade, que integra o nordeste paraense. Segundo informou a própria diretora do estabelecimento de ensino, professora Socorro Lima, o precário estado das fossas sanitárias foi o motivo para que 1.600 alunos deixassem de assistir aula.
"Professores, servidores e alunos não tinham condições de permanecer na escola porque o (mau) cheiro era insuportável. Nós já tínhamos alertado sobre o problema ao diretor da 8ª URE (Unidade Regional de Educação), que disse ter repassado a informação à Seduc (Secretaria de Estado de Educação). Mas a interdição chegou antes de resolverem o problema", afirmou Socorro.
O promotor de Justiça Daniel Henrique Queiros de Azevedo já solicitou ao Instituto de Perícias Cientificas de Castanhal e ao 2º Grupamento de Bombeiros Militares, também sediado no município, que seja feita uma vistoria nas instalações da escola, para que o órgão possa se pronunciar oficialmente. Antes da ação de interdição ser concretizada na escola, o promotor se reuniu com a direção da escola Frei Miguel Bulhões e com um representante da vigilância sanitária. Ele ficou sabendo que os dejetos que saem das fossas quebradas estão vazando no meio da quadra de esportes da escola, impedindo as aulas de educação física.
A diretora disse que não tem como chamar alguém para consertar o vazamento "porque nós temos que seguir a tramitação legal" - informar os superiores e solicitar providências. Socorro Lima afirmou que está mesmo preocupada é que as fossas entupidas comprometam o ano letivo. "O desempenho dos alunos já está prejudicado, assim como os dos professores", lamenta a diretora.
SEDUC
Em nota, a assessoria de imprensa da Seduc informou que a Secretaria orientou a direção da escola Frei Miguel Bulhões a contratar uma empresa para fazer a limpeza nas caixas de detritos, a partir de verbas do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Para resolver definitivamente o problema, "a rede física da Seduc enviará técnicos ao local que farão um estudo para viabilizar a reforma e melhorar o posicionamento destas caixas na área da escola".
diretores
Levantamento feito pela comissão estadual de assessoramento ao processo de eleições diretas para diretor de escola da rede estadual de ensino mostra que 73% dos colégios do Pará já têm diretor eleito diretamente pela comunidade estudantil.
Uma nova portaria que traz alterações no processo de eleições diretas foi publicada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) no dia 29 de abril. A Comissão foi constituída para orientar as escolas que desejam fazer ainda neste semestre o processo de eleição direta para diretor. Segundo levantamento feito pela Comissão, das 1.216 escolas da Rede, 884 contam com gestores escolhidos pelo processo democrático, sendo 224 escolas da capital e 660 do interior do Estado.
Esse número representa 73% de Unidades com diretores escolhidos pelo processo direto. A secretária adjunta de Ensino da Seduc, professora Ney Cristina de Oliveira, afirma que, do ponto de vista pedagógico, "as escolas que têm diretores eleitos diretamente estão em processo de maior abertura com a comunidade".O Liberal, 08 de maio de 2010.
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