Secretário pede exoneração - Edição de 04/11/2010 JORNAL AMAZONIA
Luiz Cavalcante deixa a Seduc no penúltimo mês do governo de Ana Júlia Carepa. decisão foi comunicada por nota. Luiz Cavalcante deixou ontem o cargo de secretário de Estado de Educação. No penúltimo mês do governo de Ana Júlia Carepa (PT), ele pediu exoneração depois de ter assumido o cargo em 10 de maio deste ano, a convite da própria petista. Cavalcante foi o substituto de Socorro Coelho, nomeada por indicação do deputado federal Paulo Rocha (PT). A saída do titular da Seduc surpreendeu o chefe da Casa Civil, Everaldo Martins, e foi comemorada pela direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Publica do Pará (Sintepp).
Assume o lugar de Luiz Cavalcante a secretária-adjunta Ana Lúcia Lima dos Santos, a quinta secretária desde o início da gestão petista, iniciada em 2007. A exoneração de Cavalcante foi comunicada por meio de nota divulgada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O comunicado ressalta que Cavalcante "já cumpriu seu papel no órgão" durante os quase seis meses que permaneceu à frente da secretaria e que "fez tudo o que esteve ao seu alcance para atender a demanda das escolas da capital e do interior do Estado".
Sobre a possibilidade de sair por conta de dívidas da secretaria com construtoras que prestaram serviços à Seduc, superiores a R$ 2 milhões - o que também pode ter levado à exoneração de Socorro Coelho -, ninguém comenta, mas Everaldo Martins afirma que essa situação deverá ser resolvida até o dia 31 de dezembro.
"Já vai tarde", reage Antônio Neto, secretário de Comunicação do Sintepp, ao saber da notícia. "Ele é muito truculento. Durante a greve do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração), era o Alberto Leão, que trabalha com ele, quem falava com a gente. E de pirraça, ele (o então secretário) deu falta aos companheiros que comemoraram a aprovação do Plano, como se fosse uma vingança. Foi uma aprovação histórica e ele age desse jeito", protestou. "Entendemos que o governo Ana Júlia jaz, e afirmamos que não teremos qualquer tipo de saudade", afirmou.
Expectativas para mandato de Jatene são pequenas, diz sindicalista
O representante do Sintepp afirma que não tem grandes expectativas com o governo Simão Jatene (PSDB), mas garante que a luta pela implantação do PCCR vai continuar. "Não temos qualquer tipo de ilusão. Colocando o Sérgio Leão na transição, ele já demonstra que fará um governo burocrático", avalia.
O Sintepp tinha reunião marcada para hoje com Cavalcante. O encontro perde o sentido com a saída do secretário. "Não saberemos se uma nova data será marcada com a pessoa que assumirá o posto agora. O que nos interessa é continuar o debate sobre a implementação do PCCR", disse Antônio Neto.
O chefe da Casa Civil, Everaldo Martins, disse saber apenas da decisão de Cavalcante de deixar o cargo e da vontade dele de voltar a lecionar. "Ele não mencionou outras razões para deixar a secretaria", declara. Questionado se a saída de Cavalcante tem a ver com dívidas da Seduc com construtoras que prestaram serviços à secretaria, Martins diz não saber de qualquer conexão entre os fatos. "O que sei é que esses processos estão em andamento e acredito que até 31 de dezembro toda essa situação esteja resolvida", afirmou.
Everaldo Martins admite que não vê com bons olhos a constante troca de nomes dentro da Seduc, mas também diz não ver esse fato como determinante para pouca ou falta de dedicação por parte dos gestores. "Claro que o ideal é que não se troque. Uma gestão única é sempre melhor. Mas se isso não acontece, se a troca é necessária, não significa que o gestor não se dedicará o correspondente ou suficiente às exigências do posto", disse.
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