Dezesseis municípios do Pará vão contar com tropas federais para
garantir a segurança no dia do plebiscito, quando os paraenses vão dizer
se concordam com a divisão do Estado para a criação de duas novas
unidades da federação: Carajás e Tapajós.
O pedido de reforço feito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foi
aceito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autorizou o envio de
tropas federais para Altamira, Brasil Novo, Monte Alegre, Santarém,
Alenquer, Óbidos, Juruti, Marabá, Oriximiná, Santana do Araguaia, São
Félix do Xingu, Redenção, Tucumã, Ourilândia do Norte, Pacajá e Anapu.
Nos outros municípios, a segurança no dia da votação ficará sob
responsabilidade da Secretaria de Estado de Segurança Pública.
A segurança não é a única preocupação do Tribunal Regional Eleitoral
do Pará que está tendo trabalho dobrado. Além das eleições municipais e
gerais que ocorrem com intervalo de apenas dois anos, ainda terá que
preparar o plebiscito marcado para 11 de dezembro - e que vai exigir uma
estrutura similar à das outras eleições. Estão aptos a votar 4,8
milhões de eleitores e, para garantir que todos possam exercer o direito
de opinar nas urnas, serão necessários investimentos que podem chegar a
R$ 25 milhões, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral. Só
da parte sob responsabilidade do TRE, a expectativa de gastos é de R$
13,7 milhões, mas nesse valor não estão incluídos os custos com
deslocamento das forças federais (Exército, Marinha e Aeronáutica), a
contratação dos pontos de transmissão e de técnicos de urna e de
transmissão via satélite, que ficam a cargo do Tribunal Superior
Eleitoral.
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